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Albufeira dá início à 2.ª fase do Programa de Desfibrilhação Automática Externa

24/06/2020
Albufeira dá início à 2.ª fase do Programa de Desfibrilhação Automática Externa
Albufeira dá início à 2.ª fase do Programa de Desfibrilhação Automática Externa
 
O Município de Albufeira deu início à segunda fase do Programa de Desfibrilhação Automática Externa (PDAE) com a entrega de equipamentos DAE móveis à Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia Municipal e Serviço Municipal de Proteção Civil. O programa, que iniciou em 2017, conta agora com um total de 10 equipamentos DAE móveis, prevendo-se para breve a instalação de mais 12 equipamentos fixos na via pública e o alargamento da formação a mais 500 operacionais.
 

Ao todo, o concelho tem agora à disposição da comunidade um total de 10 equipamentos DAE móveis, 9 instalados em viaturas de diversas entidades com responsabilidade em matéria de proteção e segurança, nomeadamente a GNR (4), Bombeiros Voluntários de Albufeira (1), Polícia Municipal (2) e Serviço Municipal de Proteção Civil (2), sendo que um destes equipamentos encontra-se localizado no Gabinete Médico/Gabinete de Enfermagem que existe no serviço de saúde ocupacional do Município, de acordo com as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira destaca a parceria existente com a GNR – Destacamento Territorial de Albufeira, desde o primeiro momento do programa, nomeadamente através da disponibilização de vários militares para fazerem a formação necessária, os quais estão agora devidamente habilitados à realização de manobras de suporte básico de vida e desfibrilhação automática externa (SBV-DAE). José Carlos Rolo referiu-se a esta parceria como “uma mais-valia, uma vez que devido à proximidade da vítima - a GNR está no terreno 24h/24h, 365 dias por ano - aumentamos a possibilidade de atuação precoce em situação de paragem cardiorrespiratória até à chegada do socorro diferenciado”. O autarca refere que, atualmente, o universo de operacionais de DAE é constituído por cerca de 170 pessoas, entre militares da GNR, Bombeiros e sociedade civil, sublinhando a importância do envolvimento da comunidade no projeto.

Refira-se que o Programa de Desfibrilhação Automática Externa (PDAE) do Município de Albufeira, de natureza comunitária, teve início em 2017, é licenciado pelo INEM e suportado por equipas locais de socorristas, devidamente formados e capacitados para intervir em situações de doença súbita de natureza cardiorrespiratória. Intitulado “Albufeira + Segura”, assenta na instalação de equipamentos DAE fixos em locais estratégicos da via pública (em cabines apropriadas), contemplando, também, a disponibilização de equipamentos DAE móveis nas viaturas das forças de segurança. Devido ao caráter inovador do programa, em 2018, o Município recebeu o galardão de “Melhor Município para Viver”, na categoria Social, uma iniciativa do Instituto de Tecnologia Comportamental (INTEC) em parceria com o semanário Sol, que há mais de uma década distingue os melhores projetos municipais no âmbito do Ambiente, Economia e área Social.

Durante a entrega dos equipamentos, que decorreu na passada quinta-feira, em frente ao edifício dos Paços do Concelho, José Carlos Rolo fez questão de realçar “a atenção e o empenhamento que o Município coloca desde sempre nas questões da saúde, segurança e socorro, considerando que para além dos residentes temos que contar com os milhares de visitantes que todos os anos escolhem Albufeira como destino turístico de eleição. Daí a importância deste programa e do rápido atendimento à vítima, pois quanto mais precoce for o atendimento, melhor será a sua capacidade de sobrevivência”. O presidente referiu que desde o primeiro momento o PDAE foi uma iniciativa estruturada, com uma visão de crescimento e de crescente abrangência geográfica no concelho, pelo que a possibilidade de existirem equipamentos móveis permite que o socorro chegue rapidamente a mais locais e esteja disponível onde faz falta. No final, deixou a promessa de que em breve seriam instalados mais 12 equipamentos fixos na via pública, prevendo-se, também, a possibilidade de alargar o programa de formação a mais 500 operacionais, que irão reforçar a equipa de duas dezenas de pessoas já formadas afetas ao programa, “situação que já estaria em curso se não fosse a atual crise sanitária”, destacou.

O tenente-coronel Marco Henriques, na qualidade de representante do comandante do Comando Territorial de Faro da GNR, agradeceu a confiança depositada pelo Município de Albufeira na capacidade de atuação dos seus militares, referindo ser uma honra poder participar num projeto tão relevante e que valoriza o trabalho desenvolvido numa situação de socorro. “Todos sabemos que as forças da autoridade são aquelas que em primeiro lugar chegam às ocorrências, além das forças de socorro e emergência médica, pelo que a existência de um DAE móvel nas nossas viaturas permite fazer a diferença entre a vida e a morte”, concluiu.

O presidente da Assembleia Municipal, por sua vez, sublinhou o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Albufeira “com vista a tornar este destino e esta cidade mais segura e resiliente”, destacando a importância dos parceiros, a quem a autarquia confia estes equipamentos essenciais ao salvamento de vidas. Paulo Freitas referiu-se a todos os operacionais civis, mas também a “estes profissionais diferenciados, que integram o PDAE, e que agora dispõem de equipamentos que os acompanham nas suas ações de patrulha, como sendo pessoas com um enorme sentido de responsabilidade, que pode salvar vidas”. Aproveitou para reforçar a ideia de que a entrega destes equipamentos para uso nas viaturas das forças de segurança “garante uma maior cobertura do concelho e o aumento da probabilidade de atuação com sucesso, em complementaridade às forças de socorro”.